Sururu – O que é, Para que Serve, Como Usar e Efeitos Colaterais!

Sururu – O que é, Para que Serve, Como Usar e Efeitos Colaterais!

Sururu – O que é, Para que Serve, Como Usar e Efeitos Colaterais desse molusco. Além disso, o Sururu é o nome popular de um molusco bivalve, ou seja, que é envolvido por duas conchas, bastante típico na costa nordestina do Brasil. O Sururu, cientificamente batizado de Mytella charruana, é um molusco que também recebe o nome de mexilhão, em outras regiões. Este molusco é considerado uma referência na culinária baiana, alagoana, maranhense, pernambucana e de demais estados do Nordeste brasileiro.

Sururu

No estado de Alagoas, por exemplo, este molusco tem tanta importância econômica e cultural para a população que se transformou em Patrimônio Imaterial, pelo Conselho Estadual de Cultura de Alagoas. Etimologicamente, a palavra “Sururu” surgiu a partir do Tupi, antigo idioma falado por grande parte dos indígenas que vivam em território brasileiro. A culinária nordestina é nacionalmente conhecida por seus pratos típicos, entre eles destacam-se o “caldo de Sururu” e a “moqueca de Sururu“.

O que é Sururu:

Por terem nomes semelhantes, muitas vezes o Sururu é confundido com a cobra surucucu. Na verdade, enquanto a surucucu é um réptil, o Sururu é um molusco. Seu nome científico é Mytella charruana e é bastante encontrado na costa do nordeste do Brasil. O molusco é bivalve, o que quer dizer que possui duas conchas envolvendo-o. Em outras regiões do Brasil, este molusco costuma ser chamado de mexilhão.

O Sururu possui um papel bastante destacado na culinária nordestina, em especial na baiana, maranhense, pernambucana e alagoana. Dentre os famosos pratos nordestinos feitos tendo o Sururu como ingrediente principal destacam-se a moqueca de Sururu e o caldo deste molusco. Este molusco é bastante semelhante à ostra e a maioria dos pratos feitos com ele utiliza o azeite de dendê que, assim como o Sururu, também é bastante utilizado na culinária nordestina.

Para que Serve o Sururu:

O Sururu tem uma importância fundamental na sustentação alimentar de comunidades de baixa renda, mas também é apreciado por pessoas de todas as classes sociais. O molusco é rico em proteínas de alta qualidade, que têm a função de formação e recuperação dos tecidos, é de fácil digestão e tem baixo teor de gordura em relação a outros animais. No entanto, estes benefícios estão sendo prejudicados com a poluição do meio ambiente e o mau manejo do produto.

A pesquisa com o molusco foi iniciada há 10 anos e no final do ano passado foi realizado um novo estudo. O que chamou a atenção dos pesquisadores foi que não houve mudanças significativas acerca da poluição encontrada no alimento.

As análises foram realizadas com o produto ainda in-natura, ou seja, retirado direto da lagoa. Fatores mostraram que o produto já é contaminado por águas de esgotos despejados diretamente na lagoa tanto de residências quanto de fábricas. Além da poluição ambiental que contamina este molusco, a manipulação em péssimas condições de higiene, agrava a contaminação.

Uma coordenadora do projeto, orienta que, nessas condições, é melhor adquirir o molusco na concha, porque reduz o nível de contaminação. Mas Normande alerta que, para resolver o problema, é preciso investimento público.

É necessário proteger nossas lagoas da poluição ambiental e também realizar a capacitação dos pescadores e marisqueiras, que manipulam o molusco. Além disso, os comerciantes de baixa renda que vendem este molusco precisam de apoio para adquirir equipamentos de refrigeração, para que o produto não seja exposto sem nenhuma proteção como acontece atualmente.

A professora comenta ainda que, já foi implantado um mercado deste molusco, na margem da Lagoa Mundaú, mas agora resta apenas a sucata, porque a população que utilizava este local não foi devidamente informada sobre como melhorar o condicionamento do molusco.

A contaminação adquirida pelo produto por conta da manipulação inadequada em todo o processo, desde a pesca à chegada a mesa, poderá, além de reduzir o valor nutritivo do produto, diminui o tempo de vida útil dele.

A manipulação incorreta e a poluição das lagoas geram prejuízos econômicos e à saúde da população. A contaminação pode atingir o organismo humano com bactérias patogênicas, como a salmonela e o cólera (Vibrio cholerae), além de toxinas estafilocócicas, vírus da hepatite A, entre outras.

Este molusco precisa ser visto com outros olhos. Ele é um alimento nobre, que traz vários benefícios, explica a professora. Enquanto não for resolvido o problema da poluição e da manipulação sem condições de higiene, o consumidor tem que redobrar os cuidados. Um cozimento em temperatura de 75° já garante uma grande segurança e pode eliminar os micro-organismos que causam a contaminação.

Como Usar o Sururu:

O Sururu pode ser consumido in natura ou pode ser usando de outras formas, tais como:

Caldo de Sururu:

Ingredientes:

Modo de Preparo:

  • Primeiro lave bem o Sururu com casca
  • Em seguida, afervente até que ele esteja aberto por completo
  • Reserve o caldo e retire o Sururu que vem em toda a casca
  • Coloque o Sururu catado dentro do caldo que foi reservado e leve ao fogo
  • Logo depois bata no liquidificador o tomate, a cebola, o pimentão, o coentro, o hortelã, o
  • camarão, o amendoim torrado e a farinha com um pouco de água
  • Depois da mistura batida misture junto com o caldo ao fogo e mexa até obter uma mistura homogênea e acerte o sal, se necessário
  • Quando ferver, adicione o azeite e espere até que ele esteja cozido, sempre mexendo para não embolar

Sururu ao Leite de Coco:

Ingredientes:

  • 1 kg de Sururu descascado e limpos;
  • 1 cebola media ralada;
  • 2 dentes de alho amassados;
  • 1 pires de coentro picadinho;
  • 2 colheres sopa de extrato de tomate;
  • 1 tomate sem pele e sem semente picadinho;
  • 3 pimentas de cheirosem semente picadinhas;
  • Azeite de oliva;
  • Suco de 1 limão grande;
  • Sal, pimenta-do-reino e páprica doce a gosto;
  • 500 ml de leite de coco.

Modo de Preparo:

  • Tempere o Sururu com o suco do limão, a pimenta-do-reino, o sal e a páprica
  • Leve para dourar no azeite, em fogo brando, a cebola e o alho, assim que dourarem acrescente a pimenta de cheiro, o tomate e o Sururu e deixe cozinhar, mexendo de vez em quando
  • Quando a água formada pelo cozimento diminuir a menos da metade acrescente o extrato de tomate e o leite de coco, deixe cozinhar por mais 10 minutos
  • Acrescente o coentro e desligue o fogo
  • Sirva com arroz branco

Contraindicações do Sururu:

​Não foram encontradas contraindicações deste molusco.

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