Benefícios das Plantas

Caruru é bom para quê? para que serve, benefícios e malefícios

Por Alan Costa, em 11/04/2018 (atualizado em 14/09/2021)

O Caruru (Amaranthus flavus) é uma planta medicinal também conhecida como Caruru-de-Cuia e é especialmente utilizada na região da Bahia e, por isso, um dos pratos típicos do estado recebe o nome Caruru. Suas folhas podem ser usadas em saladas, molhos e refogados. Além disso, as folhas e talos também podem ser usadas em panquecas, tortas, bolos e pastéis. As sementes são, geralmente, utilizadas para fazer pães, e as folhas podem ainda ser usadas para fazer chá. Veja tudo sobre esta planta:

Origem da Caruru:

O Caruru é uma planta silvestre de fácil adaptação que pode ser encontrado em todas as regiões do Brasil como planta nativa, sendo mais popular na Bahia onde é conhecida pelo nome de “Bredo”. Justamente por se adaptar facilmente aos climas diversos, a planta é conhecida como praga por muitos.

A planta faz parte da cultura local sendo utilizada na culinária e principalmente como ingrediente para o preparo de chás. Para muitos, apesar de ser extremamente nutritiva e com muitos benefícios e utilidades, a planta é considerada uma invasora das plantações e é vista como um mato que deve ser exterminado.

De nome científico Amaranthus viridis, o Caruru pertence à família das Amaranteaceas e possui propriedades medicinais benéficas para o organismo atuando no tratamento e na prevenção de doenças.

Valor Nutricional da Caruru:

A tabela a seguir traz a informação nutricionais para 100 g de Caruru: (Energia 23,5 g), (Proteínas 1,10 g), (Gorduras 0,30 g), (Carboidratos 4,40 g), (Cálcio 538 mg), (Fósforo 76 mg), (Potássio 463,7 mg), (Vitamina A 740 mcg) e (Vitamina B2 240 mcg)

A incrementação de Caruru na alimentação do dia a dia aumenta o valor nutricional da refeição, possibilitando reduzir a quantidade de sal utilizado da preparação culinária.

Benefícios e Propriedades da Caruru:

O consumo da planta é indicado como um lactígeno, ou ainda para tratamento de problemas hepáticos e diversas infecções, entre elas a de garganta e urinárias. Nestes casos, a planta atua como um excelente desobstruente eliminando as toxinas, fungos e bactéria, além de agir no alívio das dores provenientes dessas doenças.

Na Bahia o “Bredo” é constantemente indicado para pessoas que sofrem por problemas e sequelas causados pelo excesso de bebidas alcoólicas, pois suas propriedades ajudam a fortalecer o fígado.

Como Consumir a Caruru:

A planta, cujas partes são todas comestíveis e inofensivas – inclusive suas sementes – podendo ser consumida como uma planta refogada ou misturada a outros ingredientes. Além disso, suas sementes podem ser usadas em pães integras, biscoitos e diversas outras receitas, ou ainda simplesmente torradas.

Como Preparar o Chá de Caruru:

Para o preparo, em um recipiente, coloque 1 litro de água para cada 100 g da planta. Leve ao fogo e, a partir do momento que alcançar fervura, cronometre dez minutos. Desligue o fogo e abafe por mais alguns minutos. Em seguida, basta coar e adoçar se achar necessário. A dose indicara é de uma xícara duas vezes por dia.

Receita de Caruru:

Prato típico com Caruru:

Ingredientes:

  • 50 quiabos;
  • 3 colheres de sopa de Caruru picado;
  • 1/2 xícara de castanha de caju;
  • 50 g de amendoim torrado e moído sem casca;
  • 1 xícara de camarões defumados, descascados e moídos;
  • 1 cebola grande;
  • 1 xícara de azeite de dendê;
  • 2 limões;
  • 1 colher de sopa de sal;
  • 2 xícaras de água quente;
  • Pimenta, gengibre e alho a gosto.

Modo de Preparo:

  • Lavar os quiabos e enxugar bem para não formar baba na hora de picá-los.
  • Colocar os camarões secos e moídos, a cebola ralada, o alho, o sal, as castanha e o amendoim para refogar no azeite de dendê.
  • Adicionar os quiabos picados, a água e os limões para cortar a baba.
  • Adicionar alguns camarões secos, inteiros e grandes.
  • Cozinhar tudo até ficar pastoso e retirar do fogo quando os caroços dos quiabos estiverem bem rosados.

Contraindicações:

Não foram encontrados efeitos colaterais e contraindicações nas literaturas consultadas.

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